Insatisfação

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Existe um tipo de querer, que nunca se satisfaz um querer absurdo de querer tudo certo, de querer tudo perto. Um querer que quer sempre mais.

Às vezes a gente quer tanta coisa que nos esquecemos de olhar para dentro de nós e nos perguntar se é aquilo mesmo que queremos. Às vezes é um vazio momentâneo, às vezes é uma solidão infinita, mas querer dificilmente tem a ver com o outro, o próximo, querer geralmente só tem a ver com a gente mesmo.

Um dia eu quis sair e quis ser livre, mas quis estar acompanhada, sempre e para sempre. Mas desisti do meu querer por saber que não era o senso comum. Então eu sofri, murchei, morri, porque o querer de todos não fazia bem para mim e em lugar que só uma pessoa cede, a estrutura acaba caindo de um lado só.

E então eu mudei, sumi, voltei. E quis tentar de novo e me surpreendi, porque foi bom, foi incrível, foi indescritível. Mas o tempo passou e eu quis de novo tentar um consenso e tudo desmoronou.

Quando se está em um relacionamento, não é possível querer que uma das opiniões prevaleça, tem que ter opinião, mas têm que ter companheirismo, tem que ter conversa, os dois tem que ceder. Um relacionamento não é feito só de amor, só de sorrisos. É feito de dor, de alegria, de felicidade, de amizade, de cumplicidade. Feito de uma série de fatores que tornam o amor tão perfeito como ele é.

E é preciso reconhecer o erro, o esforço e ser grato, por não ser amargo e ter o dom de amar. E ter o dom sonhar. E ter o dom de viver.

É preciso parar de querer e começar a fazer.

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