Insatisfação

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Existe um tipo de querer, que nunca se satisfaz um querer absurdo de querer tudo certo, de querer tudo perto. Um querer que quer sempre mais.

Às vezes a gente quer tanta coisa que nos esquecemos de olhar para dentro de nós e nos perguntar se é aquilo mesmo que queremos. Às vezes é um vazio momentâneo, às vezes é uma solidão infinita, mas querer dificilmente tem a ver com o outro, o próximo, querer geralmente só tem a ver com a gente mesmo.

Um dia eu quis sair e quis ser livre, mas quis estar acompanhada, sempre e para sempre. Mas desisti do meu querer por saber que não era o senso comum. Então eu sofri, murchei, morri, porque o querer de todos não fazia bem para mim e em lugar que só uma pessoa cede, a estrutura acaba caindo de um lado só.

E então eu mudei, sumi, voltei. E quis tentar de novo e me surpreendi, porque foi bom, foi incrível, foi indescritível. Mas o tempo passou e eu quis de novo tentar um consenso e tudo desmoronou.

Quando se está em um relacionamento, não é possível querer que uma das opiniões prevaleça, tem que ter opinião, mas têm que ter companheirismo, tem que ter conversa, os dois tem que ceder. Um relacionamento não é feito só de amor, só de sorrisos. É feito de dor, de alegria, de felicidade, de amizade, de cumplicidade. Feito de uma série de fatores que tornam o amor tão perfeito como ele é.

E é preciso reconhecer o erro, o esforço e ser grato, por não ser amargo e ter o dom de amar. E ter o dom sonhar. E ter o dom de viver.

É preciso parar de querer e começar a fazer.

[Playlist] Jack “Farofeiro” Johnson

Vocês devem estar se perguntando o porquê deste nome, um tanto quanto peculiar para a minha playlist. Vamos lá que eu explico. Ontem eu sonhei com o Jack Johnson e devo confessar, eu não gostava muito dele por causa daquele clipe com o macaco – risos – eu achava chato demais. Mas quando vi o Jack Johnson comendo bombons de farofa no meu sonho eu surtei e pensei: “Esse cara é demais!” – hahahahaha

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Brincadeiras à parte, foi um sonho muito louco sim e eu não estava drogada não – risos – e para comemorar esse sonho inusitado trouxe para vocês algumas músicas – boas por sinal – do queridinho e farofeiro, Jack Johnson. Aumentem o volume e sintam a vibe!

1. Inaudible Melodies

A primeira música que escolhi, é a primeira do primeiro álbum dele de 2003. Uma música calminha, que fala sobre diminuir o ritmo, jogar fora o que não faz bem e tem um clipe dele surfando, acho que é bem coisa de início de carreira, mas me conquistou!

2. Sitting, Waiting, Wishing

Essa música é bem antiguinha também, de 2005, do cd In Between Dreams, essa música toca até hoje na mix, no baú e era uma das poucas dele que eu gostava desde sempre!

3. Upside Down

Apesar de ser chicletinho essa música não pode faltar em uma playlist dele, porque foi a que realmente estourou ele na mídia, essa música tocava em todas as rádios na época e o clipe passava em todos os programas de tv sobre música. Foi um verdadeiro sucesso.

4. You and your heart

Desde que achei essa  música na playlist de uma blogueira querida, eu não paro de ouvi-la! Adoro esse clima de praia, sol, mar e o Jack tem tudo a ver com isso.

5. I Got You

Para finalizar com chave de ouro, vamos ouvir a primeira música do último cd do moço. I Got You é calminha também e não dá vontade de parar de ouvir.

E aí gostaram da playlist? Qual a música favorita de vocês?

Aguardo sugestões para a próxima playlist.

Beijos,

Camila Leite

[Sessão Pipoca] O Protetor

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Eu vejo um dos melhores atores do cinema mundial – risos – brincadeiras à parte, vim contar para vocês o que achei do filme “O Protetor”, com Denzel Washington e Chloe Morëtz.

Ontem fui ao cinema e acabei escolhendo esse filme por acaso… E graças a Deus eu não me arrependi. Denzel é um ótimo ator e faz com que qualquer filme fique bom, só por sua maturidade, seu riso difícil de se arrancar e seu olhar penetrante.

Em O Protetor, filme baseado na série de tv “The Equalizer”, Robert é um homem misterioso que era oficial da polícia. Inconformado com algumas injustiças feitas com pessoas próximas a ele, Robert se sente no direito de tornar-se justiceiro e vingar seus amigos.

Fazia muito tempo que eu não assistia um bom filme de ação. No filme, Robert é metódico, cheio de manias e uma pessoa solitária.  Apesar de descobrirmos o passado dele através de algumas conversas, eu senti falta de flashes que poderiam contar o passado do nosso “herói”. Esse é o tipo de filme, que você torce para o mocinho que não é tão mocinho assim. O modo que Robert tem de resolver os problemas, não é o mais convencional, mas na metade do filme, você acaba por torcer por esse “justiceiro”.

Eu fiquei boa parte do filme tentando identificar quem estava interpretando a Alina e quando eu finalmente descobri que era a Chloe eu pensei: “Nossa, ela está arrasando”. Muito legal, fico feliz pela atriz, que é bastante talentosa e tem ganhado um grande espaço no cinema internacional. Será que vem algum Oscar pra moça? Eu ainda não assisti “Se eu ficar”, mas gostei bastante dela em “Carrie – A Estranha” e agora neste filme. Estamos na torcida. (yn)

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Eu gostei muito mesmo do filme, o modo protetor de Robert, como ele cuida de cada pessoa a seu redor e o modo meticuloso dele agir, são cativantes, apesar de tudo. Robert McCall é um cara inteligentíssimo que presta bastante atenção aos detalhes. Um fato curioso é a fixação dele pelo tempo. Tudo o que ele faz, é meticulosamente cronometrado e ao invés de nos entediar, ficamos torcendo para que ele consiga bater o record e fazer a mesma função em menos tempo.

O Protetor é um filme que fala sobre cuidado, amizade, caráter e solidariedade, da forma mais violenta possível! – risos/brincadeira.

“Sabe quando alguém precisa da sua ajuda e você faz algo porque pode?”

É assim que Robert se sentia sobre as pessoas indefesas. Ele sabia que poderia ajudá-las e não mediria esforços para fazê-lo. Só espero que haja um segundo filme e que ele nos conte mais detalhes sobre a vida desse ex policial, como por exemplo, o que houve com a esposa dele, porque ele não é mais um tira e se ele vai conseguir terminar de ler os “100 livros que todo mundo deveria ler”.

O Protetor já vendeu em bilheteria mais de $ 64 milhões e pelo visto, venderá muito mais. Um filme que vale a pena assistir. Recomendo!

Assistam o trailer do filme:

Beijos,

Camila Leite

Abaixo a ditadura da beleza!

Quando uma pessoa diz para você:

“Você é jovem… Não tem filho… Tem a obrigação de ter a barriga negativa”…

A vontade que eu tenho é de falar:

“Legal cara, mas…”

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Ouvi essa declaração há algum tempo atrás e desde então ela não saiu da minha cabeça. Para se ter uma barriga “negativa” é preciso a cooperação de duas coisas. Uma boa genética e muita determinação. Algumas pessoas tem a sorte de nascer com o corpo sarado, mas outras não. E aí você fica tipo pensando: “Droga, por que eu  não tive essa sorte?”

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Ér… Não!

Algumas pessoas na minha família são gordinhas, outras magricelas, minha mãe vai fazer 41 um anos, tem 3 filhos e tem um corpo de dar inveja a muita garotinha nova. Ela bebe um copo de cerveja todo santo dia e come de tudo um pouco, incluindo pratos deliciosos como feijoada, rabada, mocotó, entre outros…

Eu tenho 20 anos, não tenho filhos e como de tudo. E quando eu digo TUDO, é T-U-D-O mesmo! Bebo refrigerante como se fosse água, mas adoro um suco de laranja ou abacaxi. Chocolate é meu vício, mas eu trocaria uma barra de chocolate por um saco de laranjas ou um pote de morangos no verão carioca.

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E agora preciso confessar um segredo: EU AMO ACADEMIA! Sério… Quando eu malho, me sinto revigorada, me sinto viva, apesar de que sempre têm aqueles dias em que parece que você carregou um elefante. Mas nada que uma boa noite de sono não resolva.

Eu malho 5 vezes por semana, bebo bastante água, mas ainda sim continuo com algumas imperfeições no corpo. E querem saber por quê? Por que eu sou feliz assim! Porque eu me amo o suficiente para me aceitar como eu sou e porque eu amo demais todo e qualquer tipo de comida para abrir mão dele.

Não serei hipócrita para dizer que não tem época em que eu não fico louca com a “pouchete” natural que criei ao longo do tempo e que quando quero botar uma roupa justa eu quase choro. Mas então eu vou na rua, vejo pessoas com corpos iguais ao meu com um belo sorriso no rosto, se aceitando e comendo um poderoso Big Mac e eu penso: “Quer saber… Eu sou linda de qualquer jeito”.

O problema é que hoje em dia, criou um “padrão de beleza” absurdo de se alcançar, silicone, dietas alucinantes, remédios de emagrecimento, a sociedade está doente com a beleza, os valores estão totalmente deturpados e as pessoas que não se encaixam acabam por ser humilhadas pela sociedade. Acho que não há muito o que se dizer sobre esse assunto, apenas algumas considerações básicas.

  1. O corpo é meu
  2. Quem me ama me aceita
  3. Eu me aceito
  4. Vai um refri aí, tia?

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Esse post é um protesto contra todos aqueles que acham que padrão de beleza é aquele onde a pessoa não tem um culote, uma gordurinha, uma celulite. Eu não vou me matar de malhar só porque você quer. Não vou deixar de comer doces só pra não sair feia na foto e se a calça não der, eu aumento um número.

Beleza é questão de autoestima, de biótipo, de uma série de fatores. Se você é magra de ruim, parabéns, palmas para você, alguém entra numa calça sem chorar. Agora se você é gordinha, tem celulite, é uma mulher normal e é feliz com isso, palmas para você também, o importante não é quanto você veste, mas o tamanho do seu coração. Agora se você é viciada em academias, dietas esse tipo de coisa, se você é feliz, palmas também, te admiro gata e muito.

As pessoas precisam entender que elas têm a obrigação de nos aceitar como nós somos e não nós nos encaixarmos aos padrões dela. Se alguém te faz sentir-me mal pelo tamanho de roupa que você veste, ou por causa da sua “pancinha de doritos”, mande um recadinho pra ela:

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E viva a comilância minha gente!

Eu prefiro um prato de batata frita do que quadradinhos na barriga!

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Beijos, Camila Gorda Leite

[RESENHA] Se eu ficar – Gayle Forman

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Mia é uma adolescente comum para a sua idade, ela não é a mais popular da escola, tem uma melhor amiga e se sente deslocada a maior parte do tempo, inclusive dentro de sua própria casa. Criada em uma família de rockeiros, onde até seu irmão mais novo tem cabelos e olhos claros, ela se sente diferente por ter os olhos escuros e por preferir música clássica ao rock e ainda tem seu namorado, que é integrante de uma banda de pop rock e é popular, o que faz Mia sentir-se ainda mais perdida.

O livro conta a estória dessa menina comum, que vive em uma família que apesar dos problemas é feliz. Em uma manhã de neve, a família sai para passear, para visitar amigos da família, quando um terrível acidente acontece. Mia vê todo o acidente acontecer lentamente e depois vê sua família sendo removida. Quando ela vê, seu próprio corpo sendo levado por hospital, aí sim ela se dá conta de que algo deu muito errado. Em coma induzido, Mia passa as horas tentando entender o que aconteceu. Ela só ainda não sabe que precisa tomar uma grande decisão.

Se eu ficar, fez o maior sucesso no mundo inteiro por causa também do lançamento do filme, que estreou mês passado aqui no Brasil. Eu confesso que fiquei interessada na leitura, depois que vi o trailer. Eu li o livro em um dia e fiquei incrivelmente sensível à estória de Mia. O livro foi muito bem escrito em primeira pessoa e os capítulos são contados como horas.

O que mais me chamou atenção no livro, foi como a autora conseguiu não perder o foco. Em muitos livros que já li, um drama único, vira uma grande tragédia grega, mas neste a autora conseguiu nos prender no único drama que ela queria o acidente da família de Mia.

No livro Mia tem uma vida bem comum, vai pra escola, para o acampamento de música, namora. Ela tem um relacionamento muito simples e bonito com todo mundo e isso também me chamou atenção, o fato da autora deixar bem claro que tragédias não acontecem só em famílias ricas ou pobres, acontecem também em famílias normais, que tomam café todos os dias juntos, que pensam diariamente um no outro, que fazem de tudo para a vida do outro ser mais feliz e acho que isso é o que torna o livro mais doloroso, pensar que poderia ser a sua família a passar por aquela situação.

A vida é tão frágil e tudo pode mudar em uma fração de segundos, por isso é importante valorizar quem se ama, quem se deseja por perto, cada segundo é uma benção. Eu li este livro em um dia e no final das últimas páginas eu não estava mais conseguindo raciocinar de tantas lágrimas que caíam… Quando virei a última página eu fechei o livro e chorei pra valer, como não chorava tinha tanto tempo. Porque eu perdi pessoas especiais esse ano e essas perdas e o livro me fizeram perceber que não quero perder mais nenhum momento da vida que a vida é muito bonita para ser esquecida.

Se eu ficar, mostra como é difícil fazer escolhas quando tudo parece perdido, mas que há momentos na vida que não podem ser jogados fora. Não se pode deixar a tristeza, a depressão vencer. O livro nos mostra que a força do amor seja ela de namorado, de amigo ou de família ajuda a superar qualquer perda, qualquer dor.

“É isso mesmo, não é?

É assim que fazemos para lidar com a perda. Porque o amor nunca morre. Nunca vai embora, nunca some, enquanto você segurá-lo”

Skoob: Se eu ficar – Gayle Forman

Texto: Camila Leite